As incríveis primeiras aleatoriedades de 2017

#1 Respira amor, aspira liberdade
Ontem eu e uma amiga começamos a pensar sobre como ciúme é egoísta e como a gente precisa amar de forma mais livre, sem aprisionamento e obsessão. Em menos de 15 minutos estávamos fazendo planos infalíveis para descobrir com quem o crush está ficando.

#2 Pessoa silenciosa, mente barulhenta
Outro dia cedinho no café da manhã, minha mente estava tão agitada que parecia uma barulheira só na minha cabeça. Fiquei realmente muito surpresa quando notei que, na verdade, estava um silêncio sepulcral na casa. E finalmente entendi porque nunca me senti solitária morando sozinha.

#3 Geração lista
Na virada do ano pensei “não vou fazer resoluções de ano novo porque não quero me pressionar ou me frustrar, vou ficar mais leve”. Uma grande mentira, eu sou viciada em listas e já anotei tudo mentalmente, só não coloquei no papel.

– Emagrecer
– Fazer exercícios
– Ter um plano B
– Terminar de decorar a casa

Pronto, me rendi. Agora foi.

#4 Sincretismo religioso
Eu sou uma pessoa um tanto quanto espiritualizada. A primeira coisa que fiz quando cheguei de viagem foi tirar uns minutos para agradecer. Eu botei uma música gospel que amo enquanto tentava meditar entoando um mantra budista, depois pedi uma direção pros orixás e li meu horóscopo para 2017. Obrigada Jesus e Beyoncé.

Eu realmente queria ter um texto bem interessante para postar como o primeiro do ano. Mas não deu gente, juro, porque 2017 começou cheio de maravilhosas aleatoriedades. Feliz ano novo. <3

O inevitável não sei

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Comecei o ano sem saber. Assim como nunca soube a minha vida inteira. Lembro que quando era mais nova meu apelido na família era “ah, não sei”. Sempre foi a resposta mais rápida e que saía da minha boca involuntariamente antes mesmo do meu cérebro processar a pergunta.

– Cadê sua mãe?
– Ah, não sei.

– O que você quer de Natal?
– Ah, não sei.

– Onde você guardou aquela blusa?
– Ah, não sei.

– Do que você quer brincar?
– Ah, não sei.

Continuo sem saber e isso nem é uma grande novidade. O novo é que uma das coisas que aprendi em 2015 foi parar de tentar descobrir. Mais do que aceitar sua falta de controle com o acaso, eu decidi apenas parar de ter medo do destino e parar de me culpar por não conseguir decifrá-lo antecipadamente. Tudo isso sem parar de planejar, ou de desejar, ou de me esforçar para que as coisas aconteçam. Não é um “deixa a vida me levar”, mas também não é ficar se corroendo pelo bendito “e se” e pelo medo da escolha errada. Sabe? Não? Nem eu. A graça é essa mesmo.

O que você vai fazer com uma faculdade de letras? Você vai sair da casa da sua mãe? Você vai viajar? O que vamos jantar?

Ah, não sei.
Ainda não consegui descobrir nem do que eu vou querer brincar.

*Imagem: Kathrin Honesta (coisalindadedeus <3)

O que eu aprendi em 2014

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2014 foi muito bom para mim. Nada de extraordinário aconteceu, mas eu aprendi tantas coisas boas que decidi parar, escrever e refletir sobre o ano que passou. E, claro, deixar tudo registrado aqui.

Eu precisei sair da incrível redoma que me mantinha na faixa de adolescente/jovem e meter as caras na vida adulta. Coisa que eu relutei – e ainda reluto – para fazer. Porque crescer, meu amigos, é realmente uma merda.

Mas enfim, vamos lá, exercitar o autoconhecimento e dividir com vocês todo o aprendizado que o ano velho me trouxe:

1. Não criar expectativas.

Em 2014 comecei a aceitar que shit happens e as coisas podem não sair (e quase sempre não vão mesmo) como o planejado. Por isso, crio cada vez menos expectativas e tento não me apegar tanto aos meus planos.

2. Eu gosto muito de livros.

Li 47 livros no ano passado e escrevi minhas primeiras resenhas para a Confeitaria Mag como autora convidada. Cada vez mais, tenho certeza que livros são uma das coisas que mais me dão prazer.

3. Eu não gosto de ficar sozinha.

Minha mãe bateu recorde de viagens ano passado e eu me enchi de orgulho de vê-la realizar seus sonhos. Mas também percebi, toda vez que ela ficou fora por 15 dias, que não gosto de viver sozinha. Além de ser cagona e ficar desligando o chuveiro por achar que ouvi algum barulho estranho (sério, e olha que eu moro em prédio), acho chato fazer comida pra um e não poder comentar do dia.

4. Eu gosto da zona de conforto.

Percebi também que adoro planos bem feitos, horários delimitados e uma rotina bem definida. Eu me perco um pouco e fico muito irritada quando algo previamente acordado não dá certo ou a rota das coisas saem muito do rumo.

5. Exercitar internamente a minha fé.

Para mim, religião e fé são as coisas mais pessoais do mundo. Minha história com Deus é meio tortuosa (afinal, a de quem não é?), mas venho sendo minha própria igreja e exercitando minha fé e amor de uma maneira mais profunda. Talvez isso mude um dia, talvez eu mude de crença, igreja, religião ou filosofia. Mas, por enquanto, estou feliz assim.

6. A aceitação é mais difícil do que eu achava.

Já contei aqui que resolvi libertar meus cachos no ano passado e adianto agora: foi muito complicado. Apesar de nunca ter tido problemas sérios de autoestima, senti pela primeira vez como é ruim não se sentir bonita e representada.

Já sei… aqui fala uma branca, classe-média, hétero e dentro dos padrões. O que eu senti não chega perto do que outras pessoas passam por aí. Mesmo assim, eu pude sentir, pelo menos um tiquinho, como é ser ~diferente~ do que é julgado mais legal/bonito.

7. Me descobrir feminista.

Uma coisa que vem me ajudado e desconstruir o problema de aceitação citado acima. Esse ano comecei a aprender um pouco sobre e a abraçar o feminismo. Apesar de ainda estar em um processo, já posso dizer que muitas coisas mudaram em mim, como por exemplo meu empoderamento e defesa de causas como o aborto.

 

2014 me ensinou muito, principalmente sobre mim mesma. Agora eu só posso desejar mais aprendizados sobre a vida, sobre as pessoas, sobre o universo e tudo mais. Meio atrasada, eu sei, mas seja muito bem-vindo 2015.

Anseios de ano novo

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O conceito de aventura: “Caso inesperado que sobrevém e que merece ser relatado”. Tudo aquilo que te tira um pouco do chão. Frio na barriga. Borboletas no estômago. Aventura é tudo aquilo que te faz, mesmo que por pouco tempo, sentir-se mais vivo.
Todos anseiam por aventuras. Desejam o movimento. Querem a inquietude. Então começa um novo ano, o que queremos? Vida. Queremos viver mais. A virada do ano representa comemorar, realizar uma imensa queima de fogos em todos os lugares, tudo para celebrar mais uma oportunidade de viver. O que mais é buscado para um novo ano: No próximo ano eu vou fazer diferente. Um turbilhão de desejos e reflexões antes e da contagem dos 10 segundos.
Então que seja, quero um 2013 de aventuras. Quero um ano de coragem, perca de medos e lutas por objetivos. Quero novos objetivos. O meu 2012 foi de mudanças, planejamentos e perseveranças, desejo um ano novo de realizações e conquistas. Não que seja simples e fácil, pois não seria uma aventura, mas que seja bom no final. Quero um ano que seja novo de verdade, assim será merecedor de ser relatado.
Que as aventuras comecem. Vem virado do ano. Vem 2013. Vem Londres. Vem o mundo.

Boas aventuras a todos. Feliz ano novo. Feliz o que você quiser para o ano que vem. Feliz.

“Para ganhar um ano-novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.”

Carlos Drummond de Andrade